Sábado, Abril 27, 2002


Será que música eletrônica está na moda? =p


" - Você disse "Deus é cruel" como uma pessoa que viveu a inteira no Taiti diria "a neve é fria". Você sabia mas não entendia - Aproximou-se de David e pôs as palmas das mãos nas faces frias dele.
- Sabe até onde seu Deus pode ser cruel, David? Fantasticamente cruel?
David esperava, sem dizer nada. Talvez escutando, talvez não. Johnny não sabia.
- Ás vezes ele nos faz viver."


Stephen King - Desespero.

Sexta-feira, Abril 26, 2002


Alguém lembra do Topogigio? Lembrei disso outro dia...


Amanhã é sábado e eu não tenho prova, como sou uma pessoa feliz, principalmente porque há algo para se fazer hoje na cidade dos mortos!


"Sua vida pessoal são coisas abstratas e filosóficas junto com um monte de merdas, então vamos nos divertir com as maçãs, porque é mais fácil arrombar a cabeça com a banca do que arrombar a banca com a cabeça. O infinito dá uma grande volta em torno de si mesmo."

É isso que dá passar a tarde toda falando com o Sidarta, a gente chega a essas brilhantes e revolucionárias conclusões!

Quarta-feira, Abril 24, 2002


E todo o meu discurso moralista foi pras cucúias! Eu deveria me matar agora, mas além de imbecil eu sou covarde! E foda-se a auto-piedade!


Ah, perdi meu humor por completo agora...É clichê dizer isso, mas eu realmente odeio matemática, e odeio que as coisas saiam erradas! Esse meu perfeccionismo ainda me mata!







Tô dizendo que esses testes estão se tornando cada vez mais verosimilhantes, até acertou a cor do meu cabelo! ¬¬


Queria ser musicista, preciso de cordas vocais que permitam isso, aceito doações.
Aliás, se alguém quiser doar estabilidade mental também seria bom, quem disse que todos os amantes da psicologia precisam ser loucos?


Minha professora de literatura e redação, a senhora poço de cultura, disse que meus textos evidenciam falta de leitura, putz, que absurdo! Tá certo que sou péssima escrevendo, mas dizer que eu não leio foi uma afronta, logo eu que sempre tenho a cara enfiada num livro. Não tenho nada contra a senhora poço de cultura, pode bem ser verdade que ela seja infinitamente mais culta do que eu, mas eu não sou ignorante, tão pouco despolitizada (ela também me chamou disso), pior é ela que precisa se auto-afirmar para 45 alunos que devem ser trinta anos mais novos do que ela. Sem contar que ela nunca nem ao menos se deu ao trabalho de trocar meias palavras comigo. A senhora poço de cultura, formada em letras e estudante de psicanálise, se acha no direito de julgar seus queridos alunos, chamando-os de alienados da forma mais bonitinha que encontrou. Ah, eu acho que a senhora poço de cultura precisa de análise!


Se ela não tivesse ficado em choque,
talvez suas pernas a tivessem levado
para um lugar seguro,
ao invés de levá-la
para o fio da foice.
Se aqueles olhos verdes tivessem
chorado em silêncio pelos outros,
talvez ainda fossem capazes de enxergar.
Se seus lábios não tivessem gritado,
talvez eles não estivessem
cobertos de moscas agora.
Se ela não tivesse se mexido,
talvez seus cabelos ainda mantessem
o vermelho vivo de sempre
ao invés do vermelho do sangue
que grudou neles.
E se eu não estivesse bêbada e perdida,
tropeçando pelos cantos,
talvez eu não tivesse ficado só olhando
enquanto tudo aquilo acontecia.


A minha voz trêmula ficou presa na última canção que fui capaz de cantar. Por ter perdido minha voz, banhei-me em lágrimas, e o meu perfume azedo, que me rendeu tantos elogios, foi-se embora. Só ficou o teu cheiro, que nem as lágrimas são capazes de lavar.
Joguei pela janela todas as coisas que você tocou, só não joguei o meu corpo, porque ele não passava pelas grades. Então pintei minhas unhas de um verde berrante, para fingir a coragem que não tenho. Tornei-me só apatia.



Quanto mais nós dois vamos nos ferir mutuamente,
por termos tanto medo da mudança?
Por que nós insistimos em dizer
que tudo está bem?
Por quanto tempo vamos enconder
nossas frustrações atrás desses defeitos,
que são tão diferentes,
mas escondem a mesma falta?
Ainda vamos nos evitar
por termos medo de sorrir?
Por quanto mais teremos medo
da perda da integridade e
do ganho da dignidade?
Por quanto mais nos
amaremos nos ferindo?


Você se jogaria do abismo se não quisesse morrer mas tivesse vontade de voar?

Segunda-feira, Abril 22, 2002


Maldita cidade dos mortos...¬¬
nunca tem nada para fazer...quer dizer...eu poderia ter passado o domingo no zoológico comemorando o aniversário da minha querida Brasília...e rindo dos animais enjaulados...Não me pareceu tentador...


Em breve eu serei obrigada a me deparar com os salões de beleza...aqueles antros que vomitam cultura! Alguém me salveeeee!


Lívia, o que você tem contra o meu blog? Ele não é depressivo! hunf!
=/
te amo! hehe
é só que nem todas as pessoas conseguem ser felizes como você!


Ah! Me deixem em paz com todas as minha doces mentiras! Deixa-me ter sorrisos de ilusões! Deixa-me perder-me no meio dos meus devaneios! Deixa-me nunca mais voltar! Prefiro minhas mentiras à essa realidade que vejo...


Nossa, como é legal ser ignorada por completo por uma pessoa que deveria ter o mínimo de interesse em trocar ao menos duas palavras com você...nem que fosse por consideração pelo que já aconteceu!


Um recado para a Luísa:

FELIZ DIA DA AVIAÇÃO DE CAÇA!!!!!!

hehe, vacilo!

Feliz aniversário mulher! =)


Tem dias que por mais fácil que seja uma determinada coisa, eu simplesmente fico sem conseguir fazer, é como se uma parte do meu cérebro tivesse esquecido de acordar, isso só acontece comigo?


Os intervalos me massacraram hoje, sem dó nem piedade!

Domingo, Abril 21, 2002


You are Fozzie!
Wokka Wokka! You love to make lame jokes. Your sense of humor might be a bit off, but you're a great friend and can always be counted on.
.



Viva skunk anansie!


Viva Chemical brothers!


Mais frases idotas:

"Oi, eu sou um miojo amigo!"
Luísa se auto-afirmando...

"Estou vendo narinas, narinas de camadas..."
Luísa...

"Vamos lá, passando energia pro pessoal de casa!"
Patrícia, parafraseando a xuxa...

"Estamos rezando para a grande cômoda do poder!"
Patrícia, sendo irônica e idiota


Mas quando olhei nos teus olhos, eles não estavam vazios, estavam cheios de algo que eu não sei explicar. Foi isso que me fascinou.


O que me restou foi só o meu perfume azedo e o timbre inconstante da minha voz trêmula.


Queria acreditar que dormia encostada nos teus braços, mas quando abri os olhos só pude ver as duras e frias grades de ferro que me seguravam. Queria acreditar que elas eram você e que o verde das minhas plantas carnívoras não me feria de forma melancólica, que as plantas ali na janela, ai! Tão solitárias, , não se pareciam comigo, querendo acreditar que fingem saber quem lhes roubou o sol. Queria acreditar que não estou me destruindo. Queria acreditar que sei fingir que não me importo com isso. Queria acreditar que tenho alguém para me dizer que não devo me culpar por todas as coisas loucas e idiotas que eu fiz, alguém para me dizer que entende todas essas coisas, para falar que isso vai acabar antes que se torne capaz de provocar minha morte. Queria acreditar que os olhares só me dizem ofensas, quando tudo o que eles conseguem sentir é pena e desprezo. Queria acreditar que tenho motivos bonitos e nobres. Queria acreditar que tudo se tornaria real devido à minha crença.


Vou me emparedar, antes que esse momento de lucidez se acabe.


Você não precisa de ninguém. Nem eu. Então vamos largar esses tijolos aqui mesmo, porque já não é mais necessário carregá-los.