Quarta-feira, Maio 15, 2002


É, vou voltar para minha pseudovida, ser a mesma meninha pseudofeliz, pseudointelectual, pseudoartista, pseudosonhadora e virar uma verdadeira louca completa.


Affff...Alguém me dê um soco, por favor. Tenho que parar de ser chata assim.


Não são os comprimidos, nem o alcool. A minha loucura, é cria minha.


Abriu os braços e pulou, não haviam mais grades. Ao invés de cair, surpreendeu-se porque voou, voou para bem longe e deixou para trás os operários que observavam seu corpo retorcido no chão.


Era só uma criança que gargalhava freneticamente. Aí apontaram o dedo para a sua cara e disseram que tal atitude não era apropriada para o momento. E ele nunca mais sorriu. Depois disso todas as noites foram daquele jeito: brancas, distantes e sem-graça. Tornou-se alcoólatra, para tentar reproduzir seu riso de criança.


Disseram-me que ele era como todos os que eu já havia conhecido, disseram-me que ele era assim com todas. Eu, ingênua, disse: "não, comigo é diferente, eu sou especial."
Então, acertaram-me a face, jogaram-me no chão e disseram: "Em que mundo você vive? não é assim que funcionam as coisas. E que diferença isso faz? Você nunca foi especial mesmo!"
Depois disso, tratei logo de enxotá-lo para longe com grunhidos insuportáveis. Só hoje percebo qual foi a minha verdadeira ingenuidade, que veio disfarçada de astúcia.


Mamãe, quero ser gótica.


Essa frase é um anúncio do zoológico:
"Cobra, que teu pai te traz."

Merece fazer parte da campanha: Cade o senso de noção?

Segunda-feira, Maio 13, 2002


Post hermético:

Imaginem o Lafayette vestido de drag queen!!!!!!

assustador, não?


Tá, de acordo com esse teste eu passo longe do normal...


Fui assistir Rainha do condenados esse fim de semana, só tenho uma palavra: decepção! Adoro os livros da Anne Rice, mas esse filme assassinou, conseguiu ficar horrível. Em algumas horas ficava parecido com aqueles filmes terror-adolescente, estava esperando um filme muito melhor. Aliás, me linchem, mas eu gostei da trilha sonora.


Aposto que ninguém vai ter disposição de ler esse post aí de baixo!


Abriu a porta do carro em movimento e saltou, saltou como quem vai abrir as asas pouco antes de chegar ao chão. Mas ela não tinha asas, então rolou no asfalto com um enorme sorriso na cara. Levantou e correu, com os dois braços abertos, saudava a noite que teria. Não, não olhou para trás, não acenou para a mãe histérica que gritava atrás do volante.
Fez tudo isso, mas só em mente. O pouco de sanidade que lhe restava paralisou seus músculos, sua mente se contorcia em agonia porque todas elas falavam ao mesmo e ela já não sabia quem era.
Achava que era a terceira vez que aquela música tocava e percebia agora, que realmente ninguém escapa da gravidade.
Haviam chegado em casa, ela queria gritar. Desceu do carro, as pernas trêmulas e os olhos injetados de desespero, sabia que era a sua última chance de correr.
Correria sem pensar em voltar, correria para o lugar podre de sempre e se sentaria na mesa do fundo. Choraria sim, porque não haveria dinheiro nem para comprar uma maldita cerveja, mas ficaria ali, esperando que o lugar enchesse. E talvez alguém a olhasse com segundas intenções e lhe pagasse todo o tipo de bebida de que precisasse, porque no momento precisava. E precisava de muitas. E talvez ela conseguisse correr de novo antes que exigissem algo em troca. Talvez não quisesse.
Não correu, tentava ser racional, mas não sabia definir o que era real. Suas pernas trêmulas a faziam tombar para a direção que desejava correr.
Entraram no elevador, ela sabia que não haviam mais chances de fuga, queria chutar a porta e se jogar nas paredes daquele horrível cubículo, queria gritar e quebrar todos os vidros do prédio, queria que sua voz cheia de insânia ecoasse pelos corredores.
Chegou em casa, o ódio e o desespero cresciam, desejava chutar a cara de alguém e quebrar-lhe o nariz e os dentes.
Respondeu as saudações com uma ou duas frases curtas cheias de rusgas, não sabia porque havia dito aquilo, nem ao menos se lembrava do que havia dito. Ela não sabia qual das vozes de frases desconexas em sua cabeça era ela.
Precisava de algo que a fizesse aceitar sua própria loucura, tremia de raiva, queria algo que a faria voltar ao normal, mas sabia que não podia ter, não ali onde se encontrava.
Ligou seu som no último volume, na mesma música de antes, sua loucura tornou-se mais descontrolada quando viu as aranhas no teto. Quis jogar todas as suas bonitas coisas no chão e vê-las se espatifando, era uma das coisas que ela mais gostava de fazer. Quis cortar seus cabelos e sua pele de novo.
Olhou então os odiados comprimidos que estavam no criado-mudo: os analgésicos, antitérmicos, antiflamatórios e os antialérgicos que a faziam dormir. Não pensou, tomou um, depois outro, outro e mais outros. Não sabe quantos foram, quase todos, mas havia parado de tremer e as vozes haviam sumido.
Só ficou uma, que ela identificava como a sua, era a mais insana de todas.


Ahhhhhhhh!
Eu aprendi a linkar! hohoho!
Três vivas para a Izis!
(tá, sou idiota mesmo, e daí? =p~)


Vou te ensinar a linkar agora!! Presta atenção! Tem um íconezinho aqui em cima do lado do botão de negrito (um B, =P) que é mundinho... vc clica lá e vai aparecer http://, vc põe o endereço e clica ok. Depois fica assim (sem os espaços): < a href:="http://" >< /a>... >aqui vc põe o nome que vc quer que apareça (ex. Izis) e está tudo linkado... =) tenta!

Domingo, Maio 12, 2002




You have Serial Experiments Lain eyes!

Take the test here!! Made by Jenna and Robbie.



Se está tudo bem comigo hoje? Não, não está tudo bem não, nunca esteve e tudo foi sempre uma grande farsa. Também não quero falar sobre isso, nem sobre mais nada, vamos todos ficar calados e cumprir nossas devidas funções diárias. Também não quero ouvir suas vozes zumbindo nos meus ouvidos, nunca quis. Aliás, se o mundo a minha volta quiser explodir tudo bem, não vou me importar com o barulho não. Faz esse favor, cala a boca e me deixa em paz, me deixa ter os olhos perdidos na parede branca, me deixa ficar sozinha com meu autismo, o que me mandam fazer não faz sentido, me deixa ficar sentada aqui vegetando até morrer. Pode ser assim? Ou eu vou ter que cuspir todos os seus/meus defeitos na sua cara para conseguir um pouco de sossego?

Antes eu tivesse a coragem de dizer todas essas coisas, aí não precisaria espancar meu teclado para vomitar esse fio de falsos moralismos.


É, eu sou o retrato da derrota mesmo, e daí?


Tá, posso ser um lixo, posso ser idiota, posso ser ridícula e todas as outras coisas que você pensa que eu sou. Mas por que isso é tão importante para você?


Acho que estou começando a me cansar de ser escrachada diariamente pelas mais diversas pessoas. Acho que as referidas deviam cuidar de suas próprias vidas, mas gente vazia e covarde que não tem para onde fugir faz isso mesmo né? E eu tenho o direito de falar o que quiser, ainda que não passe de clichês estereotipados, se você não gosta, tem o direito de não ouvir. Aliás, pessoas sempre têm explicações ótimas para isso...sempre dizendo que é a adolescência ou a falta de maturidade e traumas sexuais e mais uma penca de coisas absurdas e sem sentido ou definição . E eu quem sou o clichê, claro. Podem continuar brincando de fingir que entendem os outros, é mais fácil do que olhar para suas próprias frustrações. São apenas um bando de coiotes banguelas tentando caçar.


http://semsenso.weblogger.com.br


Visitem o blog da Luísa! duh! Como se muitas pessoas entrassem aqui.


E eu ainda nem aprendi a linkar, putz, é muita inutilidade pra uma pessoa só.


Sentiu os lábios rubros
de sangue
tocarem os seus.
Sentiu o gosto
da morte neles.
E foi o gosto mais doce
que já havia sentido
em toda a sua vida.


Nós nunca vamos alcançar o que queremos, então vamos deixar todos esses sonhos, responsabilidades e obrigações por aqui mesmo e vamos nos divertir, vamos aproveitar enquanto não temos vontade de pegar tudo isso de volta. Largar essas coisas é tão necessário quanto carregá-las, é só uma questão de fases e momentos. Não seremos nós mesmos enquanto não aprendermos a fazer ambas as coisas.


Eu queria arrancar esses sorrisos e gritos de dentro deles e jogar bem longe, para eles correrem atrás e me deixarem sozinha com a minha falta de felicidade momentânea.


Feliz dia do consumismo barato, vou ao cinema com a mamãe cheia de autopiedade fingir que somos uma família feliz e bem estruturada. Não, eu não vejo a menor graça em brincar de casinha com ela.


A parte mais legal da minha sexta-feira foi quando eu fiquei imóvel na cama, com 38 graus de febre. Também, quem manda deixar pra estudar na última hora? Só sei que eu fui capaz de criar pérolas da cultura na prova, acho que a senhora poço de cultura vai querer se matar quando for corrigir. Tomara que se mate.


Quem não me conhece deve achar que eu sou a pessoa mais antisocial que rola...=p