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Sábado, Novembro 30, 2002
Uma parte sem lugar, quebrada, uma metade do que nunca foi. Perdida, jogada, um pedaço, poeira. Ninguém vê.
 Where Did Your Soul Originate? brought to you by Quizilla
Quer dizer que eu sou um alien?
Muitas rusgas a oferecer.
Agora não querido, está na hora dos demônios me queimarem. Eu vivo um gostinho de inferno.
Péssima idéia, melhor você ficar longe.
"Please don't let me hit the ground"
As pessoas me deixam confusa.
Eu e a Lívia éramos as únicas mulheres de terno no baile de formatura sem senso de noção. E todos os professores bêbados estavam dando encima dela, é cada coisa que a gente vê...
Sexta-feira, Novembro 29, 2002
- Vamos sentar aqui e fingir que nós não existimos. Amanhã nós levantaremos e continuaremos com a mediocridade chamada vida, a solidão chamada de amor, os valores invertidos, o prazer chamado de dor. Mas só por hoje, não sejamos ninguém.
E nesse dia eu chorei como nunca.
Medo de tentar? Eu não posso me dar a esse luxo, faltam as oportunidades.
Eu demorei tanto tempo para encontrar e você quebra desse jeito?
Morram de inveja, eu recebi um e-mail king-size da piolha holandesa.
Quinta-feira, Novembro 28, 2002
Porque eu nunca quis que você formasse uma opinião quanto a mim.
E se de repente eu falasse tudo?
Quem será que joga com a gente?
Não, volta aqui! Devolve, essa vida é minha!
Pata, olha isso e vê se você gosta...
não é verde e preto, mas eu achei fera =P~~~
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"I love you...
I'll kill you..."
(yami no matsuei)
Aliás, vocês já repararam que eu nunca arrumei o relógio desse blog?
Conte quantas vezes eu usei a palavra natal lá embaixo.
Até wallpapers tiram uma com a minha cara...
Minha mãe é obcecada por enfeites de natal. Eu odeio enfeites de natal, aliás, as únicas coisas que eu gosto no natal são a comida e os presentes, mas como a comida aqui é ruim e a grana anda curta nem isso tá valendo a pena. Sem contar que natal é pretexto para reuniões de família e minha família e eu não nos damos muito bem. Minha casa está cheia de enfeites bregas de natal, eu odeio o natal.
Azuis, os olhos fora das órbitas. Cristalinos, sedentos, manchados. Linda garota, agora tão cega. Não adianta gritar, não há mais luz para ser vista. Corre gracinha, no final do corredor tem sempre uma parede, mas você já não pode enxergá-la. Ninguém vem te salvar, você não é mais bela agora que seu rosto de anjo foi esmagado contra a parede. Cadáver disforme, sem mãos não há nada que você possa quebrar histérica, sem pernas não há para onde fugir às cegas. E cadê seus olhinhos cristalinos agora? Seus sorrisos de falso pudor? Suas vestes brancas e etéreas ainda lhe servem de algo? Somos iguais, você desfigurada presa nesse poço úmido e eu, namorando as paredes no fim dos corredores.
Sem pertencer a opinião nenhuma, todos os lados discordam de mim.
Tanto vazio ocupado por dores que não podem ser sentidas. Insensível, devo ser mesmo, por não me abalar com abraços, beijos e eu-te-amos, por nunca ter tido vontade de dizer todas essas coisas, por meu olhar nunca ter dançado sorrindo em direção alguma. Insensível, porque nunca vivi, como se isso fosse algum grande crime.
- Vou me desfazer de tudo isso, sorrisos e cores demais, sentimentos que não são os meus.
- Não, guarda-os aí escondidos no fundo, um dia você vai estar feliz.
Quarta-feira, Novembro 27, 2002
"Antes eu tinha dinheiro, agora eu tenho ressaca."
Terça-feira, Novembro 26, 2002
Bem vindo a Brasília (coisas surreais que acontecem por aqui, contada pela Lívia):
"Eu e minha mãe andando no Brasília Shopping, quando começa a tocar em algum lugar Ragatanga (?). Até aí tudo bem...
- Lívia, olha! Olha!
- An?
- O_O'
O que estava acontecendo?? Os ursos da Coca-Cola estavam dançando essa música maldita. Um tava meio tímido, já o outro, tava todo empolgado... devia estar pensando "Hehehe!! Vou aproveitar que eu estou com essa máscara e vou dançar pá caraio!!"
Fiquei rindo um tempão!"
Ele não existe porque sou eu.
As mentes que vivem atrás das portas brancas dos sanatórios acreditam viver permanentemente em mundos fantasiados por elas próprias. Quem dera eu pudesse viver nos mundo imperfeitos que existem dentro de mim.
Você não tem dignidade suficiente para me matar. Nem eu.
As noites aqui têm cheiro de flores vermelhas, tormentos mil que me assombram com realidades de supostas existências ilusórias. Quero me render a loucura de todas as coisas que não consigo entender, surrealidades irreais.
"Break me just like you did before."
Olha bem esse corpo, o mesmo desfigurado de sempre, e o leva contigo, observa-o todas as noites e pensa nas promessas mortas que nunca fez a si mesmo. Você podia ter tido tudo.
Segunda-feira, Novembro 25, 2002
Me irrita, gente igual querendo parecer tão diferente.
"Possibilidades, rumores e expectativas, perguntas que naum necessitam de resposta, futilidades, simbolos e imagens, riscos e traços que, para mim, traduzem tudo e naum dizem nada..."
Roubado do Pedro Ivo.
Frases que eu podia ter passado sem:
"Eu sei quando você já bebeu porque você está sorrindo."
"Você não para de fugir dos seus sonhos."
Eu tenho algo que te incomoda?
(é com você mesmo, que está lendo isso agora.)
Disseram-me que existe bulimia física, é verdade?
Estou de férias.
Férias.
Fééééééééééérias. (balançando os braços no estilo "eu sou um macarrão", piada hermética)
*Vou repetir porque isso me dá um imenso prazer.*
Estou de férias.
Eu adoro quando os comentários resolvem tirar uma com a minha cara.
¬¬
Bem vindo a Brasília (coisas surreais que acontecem por aqui):
Sábado a noite, festinha de aniversário na casa de um amigo, Lívia mostrando como a fantástica coreografia do rock do ronald se aplica a qualquer estilo musical, de trance a funk passando por pagode e axé.
Tenha medo, tenha muuuuito medo.
"Chove o sol, chovem suas culpas queimando.
Por dentro congela a vida, vomita o sangue.
Não adianta fugir do que um dia foi e não se pode consertar.
Correr atrás do tempo que já foi.
O ontem não espera. O amanhã é seu reflexo iludido pelo hoje.
O tempo é estático e fluente. A vida é seu paradoxo.
Molham de ilusões sorrisos ébrios, nada que não voe.
Imagens de repúdio, inferno. Mortes mal vividas.
Tudo o que voa e permanece, faces cortadas que sangram.
Não tenho coragem suficiente para expor meu rosto em frente ao seu.
Foi bom enquanto não foi real, antes de dores insensíveis, dormentes. "
Domingo, Novembro 24, 2002
Quero quebrar tudo o que reflete, cuspir a falta que me esgasga.
Entrou em todos os quartos e cômodos, vazios e limpos. Limpos não como se a presença de alguém os mantivesse assim, mas sim como se nem a sujeira arriscasse viver ali.
Janelas grudadas, buracos abertos, a casa era o retrato do vazio, tão aberto e tão fechado. A casa não sorria, não chorava, não falava nem calava. A casa era o nada e nada era o que se tornava tudo o que entrava nela.
E a sua triste procura com olhos correndo pelas paredes era nada, porque você também é.
"How can something so...so dead yet be so alive? And hungry?"
Fugia, ensadecida e covarde, porque a luz iluminava a decadência do que era, não podia com isso. Tinha tristezas irreparáveis, todas escolhidas.
Era um esboço mal abortado que corria, como se acreditasse poder achar um lugar no mundo. Não acreditava, não poderia. Moía o ódio com os dentes, corria do que era. Tamanha ingenuidade a de achar que se pode fugir do que se é. Atravessou cortes na carne, overdoses, forcas e ainda assim resistia. O monstro que fugia do sol gritava.
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