Sexta-feira, Dezembro 20, 2002


Pessoas normais se envolvem em triângulos amorosos, as outras em poliedros voluptosos.






























(Hoje vamos ler o silêncio)

Quinta-feira, Dezembro 19, 2002


Se eu tivesse o que dizer você não ia querer ouvir. Se você tivesse o que gritar, fugiriam de mim os tímpanos. Hoje só há espaço para a estática das palavras inexistentes, das vidas que se quebraram sem se cruzar.


Meu orgulho pode ser muito patético.

Quarta-feira, Dezembro 18, 2002


Eu adoro estar num palco.
Narcisista, eu?


Mais uma meta para o meu PQG (no meu caso PQD como disse a Luísa):

- Escrever um livro adaptando a psicologia feminina de Jung ao contexto contemporâneo.


"Uma menina vem ao mundo com um preconceito ressoando em seus ouvidos, cuja única finalidade é roubar-lhe a crença em seu próprio valor, arruinar sua autoconfiança e destruir sua esperança de algum dia vir a realizar algo de valor (...) As vantagens óbivias de ser um homem (em nossa sociedade) causaram graves distúrbios no desenvolvimento psíquico das mulheres."

(Alfred Adler)

Uma teoria inteligente.


"O desejo da menina em ser fecundada pelo pai é, nos termos de Freud, um desejo passivo, e a feminilidade acarreta uma preferência por desejos passivos, assim como uma tendência masoquista básica, inerente a todos os aspectos da satisfação sexual feminina (...) O destino para a mulher implica a compreensão de que lhe falta o único "órgão genital verdadeiro" e que ela é uma "criatura mutilada" que deve admitir o fato da sua própria castração e a consequente superioridade do homem e sua própria inferioridade, mas se rebela contra esses fatos desagradáveis."

(Freud e sua psicologia da mulher)

E ainda tem gente que respeita as idéias dele.


Toda vez que chove me dá uma vontade louca de ser uma árvore.


I WAS A GIFTED CHILD
i had my niche.
intelligent. creative. or artistic.
what kind of child were you?
(brought you by april)




Tapei todos os espelho mas ainda ouço seus gritos e sinto suas flechas me cortando nas noites brancas que se sucedem. Culpa minha, por ter atendido a tantos chamados que não eram para mim.


Construi meu castelo no meio de uma nevasca, congelado e inóspito lugar onde a luz nunca chega. Preciosas torres perdidas no gelo, cristalinas paredes ricas cuja trasparência jamais foi vista. O piso, os corredores, o vazio que se esconde, isso que é nada sendo tudo. Branco, azul e escuro, o vento açoita cruelmente as portas. Quanta dor não sentem as janelas sempre fechadas? E suas cortinas imóveis no vendaval? Toda essa preciosidade de cristal num lugar tão inalcançável? Meu castelo, minhas veias.

Terça-feira, Dezembro 17, 2002


Me enganei, não fazem dois meses que eu não rego meu cactos, fazem cinco.


A falta de criatividade anda tão grande que eu estou colando aqui alguns posts dos arquivos...


Vai-te, senhora do rosto bonito, ousastes rir das minhas lágrimas, minhas pobres lágrimas desamparadas que, por não terem onde cair, se desmancham no ar. E riu, do meu corpo inerte no chão, aquele corpo meu que não mereceu o amparo de um abraço. Com tantas vidas perdidas, nem ao menos fui capaz de erguer minha face e comtemplar-te os olhos...Não poderia jamais ver meu rosto sem feições refletido nos teus belos olhos. Moça de bela face, onde escondestes todos aqueles sentimentos nobres? Atrás de teus belos cachos negros? Atrás dos teus olhos turvos de crueldade? Ah formosa senhora...abristes mão de tudo isso? Para quê? Para quem?


Vamos embora,
mas não me enlace com seus braços.
Vamos em frente,
mas deixe-me andar com meus próprio pés.
Vamos andando,
mas desgrude seus lábios dos meus.
Vamos andando,
solte minhas mãos.
Mas espere por mim,
não me deixe aqui.


Em breve completarei mais um ano de mediocridade (viva o drama), sintam-se a vontade para pagar coisas para mim.


Estou aderindo a campanha:





Minha mãe outro dia me disse que jamais se deve destruir a ilusão de alguém, mesmo que ela prejudique a pessoa. Não concordo com ela, me soa tão hipócrita ficar sentindo pena ao invés de fazer alguma coisa. Tem gente que pede para ser quebrado e nem todas as ilusões são benéficas, às vezes é preciso lamber o asfalto real.


Vou ler para ver se a minha criatividade volta.


Eu odeio pagar flexões.


"Sabe aqueles dias em que suas tripas esquentam, algo na sua barriga parece estar fora do lugar, e você sabe que não é verminose nem disenteria?
Sabe quando suas veias se aquecem mais rápido do que de costume, e qualquer pergunta doce faz brotar dos seus lábios uma resposta ácida?
Sabe quando os pêlos da sua nuca ficam eriçados sem motivo aparente, as pessoas se tornam totalmente enfadonhas e a vida parece ser uma grande piada, cheia de espertos e otários, onde você interpreta o segundo papel?
Sabe quando seus amigos dão a impressão de terem se esquecido de você, mas você sabe que você é que se esqueceu deles?
Sabe quando as pessoas te ligam pra dizer que você sumiu, e você sabe que a falha é sua, mas acaba dando um esporro nelas e fazendo com que se sintam culpadas, só pra se sentir culpado em dobro assim que desliga o telefone?
Sabe quando todas as perguntas que te fazem têm respostas que você conhecia ontem, mas hoje não sabe mais quais são, porque provavelmente são todas mentiras e farsas que você engendrou, e nas quais agora não vê tanto sentido e lógica?
Sabe aqueles dias em que o tempo urge, a vida grita, as coisas chamam e nada pode ser deixado pra depois? Quando você sente uma certa atmosfera pesada ao seu redor, e o vento bate contra seu rosto, sussurrando a lei de Murphy no seu ouvido?
Sabe quando você sente que não é você mesmo, mas alguma contraparte maligna, que tomou seu lugar pra foder com a sua vida e ferrar tudo o que você construiu com esmero e carinho?
Sabe aqueles dias em que um olhar seu acompanhado do silêncio é capaz de passar todas as mensagens necessárias, enquanto seus discursos bestas e vazios não fazem sentido nem têm significado?

Aqueles dias em que é melhor ficar em silêncio.

Sabe?"

Meus dias são assim.

(roubado sem pudores do Utopia Dilucular.)


Eu vou lá me esconder, longe da luz e do existente real.


Veja bem, o clichê pode ser sábio, vaso ruim não quebra fácil.


O mundo nunca foi inocente, por mais ingênua que pareçam, hoje, as épocas.


Às vezes eu queria ser mais visceral, sentir, gritar, chutar, chorar, sorrir.


Mas que bobagem pensar nisso depois de tanto tempo, abrir a caixa de metáforas imperfeitas escondidas no vendaval e libertar plácidas memórias afiadas. Gritar o silêncio do turbilhão incontrolável de sons que fluem mesmo sabendo que não te leva a lugar nenhum, não que você queira chegar em algum. Não me dê novidades antigas, a igualdade das épocas me assusta.


O orgulho continua vazando por todos os lados.

Segunda-feira, Dezembro 16, 2002


A vontade, o não saber que me irrita, o pensar que me fere. Nada de mais, nada...O círculo vicioso é tudo o que se ganha.


"Sonhos não se realizam, por isso se chamam sonhos!"

Às vezes eu adoro meus amigos.


Eu não entendo e talvez não queira.


Impressão minha ou essa cidade está se tornando cada vez mais surreal?


Cansei de brincar.