Sexta-feira, Fevereiro 20, 2009


Antropofagia

Do alto da prateleira um livro
me interroga todos os dias:
"Amar, verbo intransitivo"
E cada dia me respondo:
"Amar, verbo inalcançável"

Quarta-feira, Fevereiro 18, 2009



"Fidelity": Don't Divorce... from Courage Campaign on Vimeo.


[Aproveitando para divulgar o vídeo da courage campaign, que, diga-se de passagem, é lindo.]

Diálogo Imaginário


- Já é bastante difícil
- O quê?
- Estar apaixonado por alguém
- Quer dizer estar apaixonada por mim?
- Também – riu – Estou falando sério. Você não se lembra como foi difícil? A primeira vez que você se apaixonou por uma garota?
- Eu tento não pensar nessas coisas.
- Mas isso é negar como você se tornou quem é hoje. – suspirou – Eu me lembro. Todos os dias.
- Quer dizer que você pensa em outra todos os dias?
- Penso. Não dessa forma. Penso em como foi confuso, em como foi doloroso. Às vezes penso em todas aquelas que não quiseram ou puderam estar comigo. Era muito difícil para elas, essa coisa toda de dizer aos outros que se é desviante, sei lá, odeio essa palavra.
- É. É. Eu sei. Mesmo depois de todos esses anos que estou com você. Ainda somos desviantes.
- E tantas, tantos, são divorciados todos os dias. Pelas famílias, pelos amigos, por si mesmos. Não é justo, sabe? Não conseguir amar.
- Não, não é. Não é justo que nosso amor valha tanto somente pela medida do nosso esforço. Preferia, acho, ter um amor desses banais, que são simples.
- Nenhum amor é banal, meu bem.
- Eu sei. Te amo.
- Eu também te amo.