Quarta-feira, Abril 01, 2009


Sinistrogiro

Eu acordo e tenho medo da pessoa que fui no dia anterior. Das coisas que fiz, das coisas que não fiz, sobretudo das coisas. As minhas. Eu acordo todos os dias e fico pensando nas coisas que não vou fazer, mas devia. Eu acendo um cigarro no início da tarde e fico friamente pensando no absurdo das minhas explosões, nos motivos de tanta emotividade, de toda passionalidade desmedida. Mas alguma coisa sempre me interrompe. Eu sempre me interrompo. Tenho complexo de trator. Guardo toda a minha dedicação a um tédio não reflexivo. Atropelo.